sexta-feira, 29 de março de 2013

Reflexões para Semana Santa: Sábado

Sábado Santo
Estamos à espera da ressurreição. Vamos, neste dia, refletir sobre uma antiga homilia no grande Sábado Santo:
Que esta acontecendo hoje? Um grande silêncio reina sobre a terra. Um grande silêncio e uma grande solidão. Um grande silêncio, porque o Rei esta dormindo; a terra estremeceu e ficou silenciosa, porque o Deus feito homem adormeceu e acordou os que dormiam há séculos. Deus morreu na carne e despertou a mansão dos mortos.Ele vai antes de tudo a procura de Adão, nosso primeiro Pai, a ovelha perdida. Faz questão de visitar os que estão mergulhados nas trevas e na sombra da morte. Deus e seu filho vão ao encontro de Adão e Eva cativos, agora libertos dos sofrimentos.O Senhor entrou onde eles estavam, levando em suas mãos a arma da cruz vitoriosa. Quando Adão, nosso primeiro Pai, ouviu, exclamou para todos os demais, batendo no peito e cheio de admiração: “O meu Senhor esta no meio de nós”. E Cristo respondeu a Adão: “E com teu Espírito”. E tomando-o pela mão disse: “acorda, tu que dormes, levanta-te dentre os mortos, e Cristo te iluminará”.Eu sou o teu Deus, que por tua causa me tornei teu filho: por ti e por aqueles que nasceram de ti, agora digo, e com todo meu poder, ordeno aos que estavam na prisão: sai!;  e os que jaziam nas trevas: vinde para a luz!; e aos entorpecido: levantai-vos!Eu te ordeno: acorda, tu que dormes, porque não te criei para permanecer na mansão dos mortos. Levanta-te, dentro os mortos; eu sou a vida dos mortos. Levanta-te obra das minhas mãos; levanta-te, oh minha imagem, tu que foste criado a minha semelhança. Levanta-te, saiamos daqui, tu em mim e eu em ti, somos uma só e indivisível pessoa.Por ti, eu, o teu Deus, me tornei teu filho; por ti, eu, o Senhor, tomei tua condição de escravo. Por ti, eu, que habito no mais alto do céu desci a terra e fui até mesmo sepultado debaixo da terra; por ti, feito homem, tornei-me como alguém sem apoio, abandonado entre os mortos. Por ti, que deixaste o jardim do paraíso, ao sair de um jardim, fui entregue aos judeus  e num jardim, crucificado.Vê em meu rosto os escarros que por ti recebi, para restituir-te o sopro da vida original, vê na minha face as bofetadas que levei para restaurar conforme a minha imagem, tua beleza corrompida.Vê em minhas costas as marcas dos açoites que suportei por ti, para retirar de teus ombros o peso dos pecados. Vê minhas mãos fortemente pregadas a árvore da cruz, por causa de ti, como outrora estendeste levianamente as tuas mãos para a árvore do paraíso.Adormeci na cruz e por tua causa a lança penetrou no meu lado, como Eva surgiu do teu ao adormeceres no paraíso. Meu lado curou a dor do teu lado. Meu sono  vai arrancar-te do sono da morte. Minha lança deteve a lança que estava dirigida contra ti. Levanta-te, vamos daqui. O inimigo te expulsou da terra do paraíso; eu, porém, já não te coloco no paraíso ,mas num trono celeste. O inimigo afastou de ti a árvore símbolo da vida; eu, porém, que sou a vida, estou agora junto de ti. Constitui anjos que, como servos, te guardassem; ordeno agora que eles te adorem como Deus, embora não sejas Deus.Está preparado o trono dos querubins, pronto e postos os mensageiros, construído o leito nupcial, preparado o banquete, as mansões e os tabernáculos eternos adornados, abertos os tesouros de todos os bens e o reino dos céus preparados para ti desde toda a eternidade.
À noite temos a grande noite, a noite da Ressurreição! Celebração da luz! As leituras proclamadas nesta vigília nos atualizam os grandes feitos e as maravilhas do Senhor. Vamos nos esforçar para vivenciar com grande alegria esta celebração!

Reflexões da Semana Santa: Sexta-feira

Sexta-feira Santa
Não há maior amor que doar a própria vida. Deus não somente disse que nos amava. As suas palavras, que por si só já valiam, foram transformadas na prova mais bela que alguém poderia dá. Entregou o seu filho amado por toda humanidade. Por isso, todas as vezes que olharmos para a cruz, é essa imagem que deve tocar nosso coração. A imagem do próprio amor, que para ser verdadeiro e por ser assim, vai até as últimas conseqüências. A dor do calvário, deve nos levar a meditar se temos amado na mesma medida. E mais: se temos acreditado na entrega desse amor por nós e por isso, temos vivido os nossos calvários e cruzes cientes de que o Cristo segue conosco ao longo dessa caminhada. A minha dor e a sua dor, em toda sua profundidade, foi vivida de maneira sublime e perfeita pelo próprio Deus. Não há dor, não há sofrimento que Ele mesmo não vivera na cruz. Amemos! Somente assim, estaremos prontos para dizer: “Pai, em tuas mãos entrego meu espírito!” (Lc 23,44) E nisso, conformar a nossa vontade na vontade dAquele que tudo pode por nós!"

quarta-feira, 27 de março de 2013

Reflexões da Semana Santa: Quinta-Feira

Quinta-Feira Santa

Oh! Beleza de toda beleza! Formosura 
de toda formosura!
Alegria de toda alegria! 
Amor
 de todo verdadeiro amor...
Verdade de toda verdade, 
Escondido, 
mas sempre está presente.
Glória a Deus,
 Glória ao Santíssimo! 
(Glória ao Santíssimo -Toca de Assis)

Jesus em sua última ceia antes de ser crucificado pelos nossos pecados, entregou aos seus discípulos o seu corpo e o seu sangue. Aquele mesmo sacrifício que seria realizado na sexta-feira, Ele o antecipou para a noite memorável de quinta-feira. Jesus deu à Igreja o seu corpo e o seu sangue, não morto, mas vivo e real. Jesus institui o sacramento da eucaristia, mas também institui o sacramento da ordem, Ele dá poder aos seus discípulos para que eles também possam consagrar as espécies do pão e do vinho para que elas se transubstanciem em seu corpo e seu sangue.
E para que Jesus realizou isto?
Para que sua presença concreta se perpetuasse pelo tempo, acompanhasse seu povo até chegar a parusia. No evangelho de João no capítulo 6 e no versículo 53 Jesus nos diz “Em verdade, em verdade vos digo: se não comerdes a carne do filho do homem, e não beberdes o seu sangue, não tereis a vida em vós mesmos...”. Jesus queria que sua presença real fosse adorada, Ele queria que seus filhos se alimentassem de sua carne e de seu sangue.
São Francisco de Assis se dobrava em adoração todas as vezes que via uma Igreja por que sabia que dentro daquela Igreja estava o corpo do Senhor Jesus. Os anjos não podem comer a carne do Senhor Jesus, nós na eternidade não poderemos também. Portanto, adore Jesus, se alimente do seu corpo e do seu sangue.

Por José Celestino, coordenador diocesano do ministério de pregação.


Reflexões para Semana Santa: Quarta-Feira


Nesta quarta-feira, vamos meditar as sete dores de Maria. Grandes foram as tribulações que ela suportou, participando dos sofrimentos de seu Filho Jesus.
Quarta-Feira Santa
Primeira dor: Maria acolhe na fé a profecia de Simeão. (Lc 2,34-35)

Segunda dor: A fuga da Sagrada Família para o Egito. (MT 2,13-14)

Terceira dor: Maria procura Jesus em Jerusalém. (Lc 2,43-45)

Quarta dor: Maria se encontra com Jesus no caminho do calvário. (Lc 23,26-27)

Quinta dor: Maria aos pés da cruz de seu filho. ((Jo 19,25-27)

Sexta dor: Maria recebe em seus braços Jesus, descido da cruz. (MT 27,57-61)

Sétima dor: Maria entrega Jesus para ser sepultado, aguardando a ressurreição. (Jô 19,40-42)

“O amor a Deus é a essência daquela atitude.” (Santo Isidoro)

Com o auxílio de nossa Mãe, rezemos para que saibamos acolher a Palavra de Deus, nela buscar forças para lidar com nossos momentos de sofrimentos e através dela conduzir a nossa vida.  

#ParaAlemDoDeserto

Por Vilma Fonseca, membro do grupo de oração João Paulo II.






segunda-feira, 25 de março de 2013

Reflexões para Semana Santa: Terça-Feira

“Sede-me uma rocha protetora, uma cidadela forte para me abrigar: e vós me salvareis, porque sois meu rochedo e minha fortaleza”. (Salmo 70, 3).

TERÇA-FEIRA SANTA
Neste dia de semana santa em que somos chamados a vivenciar e refletir o mistério de Cristo, queremos rezar o salmo 70 e colocar nossa confiança em Jesus que é nosso salvador e exemplo de confiança. É Ele, aquele que refugia junto ao Pai em suas horas de angústia, pois sabia o que lhe esperava da parte dos homens e do príncipe deste mundo. Tenhamos em Jesus Cristo o nosso modelo de quem sabe buscar refúgio, segurança e fortaleza, pois sendo Ele, Deus, vivendo a condição humana e não prevalecendo de sua condição divina vive como um homem que confia no Pai celeste. 
Aprendamos assim com Ele a meditar a palavra de Deus e nesse dia o Salmo 70. Permitamos que Deus venha nos direcionar, venha nos falar. E assim se faz necessário um exercício do saber escutar Deus, perceber os sinais de Deus. E nesse tempo de tentações, saibamos discernir aquilo vem tentando nos desviar do encontro pessoal com Deus nesse dia específico de contemplação de seu amor e entrega por nós. 
O versículo 3 do salmo nos chama a atenção devido às palavras fortes: “rocha protetora, cidadela forte para me abrigar, vós me salvareis,sois meu rochedo e minha fortaleza.” Porém todos os versículos nos revelam a confiança em Deus em que o salmista nos traz apesar das suas angústias sofridas.
Jesus Cristo não só viveu essa experiência, mas também hoje é para mim e para você um modelo de confiança assim como o salmista nos mostra. Além de ser modelo de confiança é também nossa rocha protetora, uma vez que é Deus Salvador, e ao viver como homem deu-nos o exemplo de como ser humano confiando no Divino.

Por Geraldo Monteiro, coordenador diocesano do Ministério das Universidades Renovadas

domingo, 24 de março de 2013

Reflexões para Semana Santa: Segunda-Feira

SEGUNDA-FEIRA SANTA

Nos dias que seguem a Semana Santa, que nossos corações estejam mergulhados na palavra de Deus, para que possamos unir nossa vida e espiritualidade à vontade Dele e ao mistério da cruz. Partindo desse propósito, nessa segunda-feira, o convite é para que busquemos na sagrada escrita o alimento para guiar nosso dia.
 A palavra que ordenará nossa reflexão de hoje é Isaías 42, 6-7.
"Eu, o Senhor, chamei-te realmente, eu te segurei pela mão, eu te formei e designei para ser a aliança com os povos, a luz das nações; para abrir os olhos aos cegos, para tirar do cárcere os prisioneiros e da prisão aqueles que vivem nas trevas."
Essa passagem nos orienta como servos e filhos, a recordarmos que a nova e a eterna aliança foi estabelecida pelo senhor Jesus, e nos levar a refletir sobre a missão que cada um é designado e chamado a trilhar. Estamos verdadeiramente deixando nos guiar seguros pela mão do Senhor? Estamos respondendo “Eis me aqui Senhor, envia-me”? Temos nos apresentado ao Senhor para ser moldado, formado e capacitado para sermos mensageiros da boa nova?  Somos nesse dia, chamados a oferecermos para nosso Senhor aquilo que temos de melhor e precioso, tudo que somos e temos.

Por isso hoje, rezemos com base nesta palavra louvando e bendizendo a Deus por todos os seus prodígios em nossa vida. De maneira especial falemos com Jesus o quanto somos gratos a Ele!

Por Adalberto Correia Marques, coordenador diocesano do ministério de comunicação social.


Reflexões para Semana Santa


DOMINGO DE RAMOS

A Semana santa inicia-se com o Domingo de Ramos. Essa festa que representa a entrada triunfal de Jesus em Jerusalém e que antecede os dias de sua morte, traz em si um significado espiritual muito importante. Jesus, aclamado como rei, entra na cidade de Jerusalém montado em um jumentinho. Há um contraste entre o título ao qual foi nomeado pela multidão, e a forma humilde e simples com que assume tal título. É uma cena que poderia até mesmo inquietar a visão de muitos que, por não compreenderem bem a missão de Jesus e de onde vem o seu reino, acabariam menosprezando a sua forma simples de adentrar a Jerusalém. Entretanto, era naquela procissão de simplicidade e entrega, que Jesus ensinava e confirmava o que viveria em poucos dias depois. Por aquele caminho, a multidão o elegia rei, mas aquela mesma multidão clamaria pela sua morte. Naquela cidade, ele era coroado como rei por duas vezes. No primeiro momento, de maneira festiva e em outro, impulsionada pelo escárnio e zombaria. Quantas contradições poderíamos pensar! Entretanto, isso torna-se apenas aparente quando compreendemos que Jesus não se contradizia. O seu reino não pertence a esse mundo, e por isso a sua lógica não é a mesma desse mundo. A entrada triunfal movida pela simplicidade confirma a sua missão e a visão de seu reinado. E nisso, a sua forma de salvar a humanidade. Não foi de uma forma vistosa e apreciável, mas foi pelo sofrimento e caminho de calvário. Jesus nos surpreende da entrada a Jerusalém até a sua saída dela para a crucifixão. Jesus apresenta algo novo e é esse novo que deve nos impulsionar como cristãos. Compreender que na nossa caminhada, também existem calvários e dia de ramos. Mas em todos eles, sejam dias de alegria ou não, ter a certeza de que nossa morada definitiva não é aqui, porque também nós não pertencemos a este mundo. E por isso, devemos agir com simplicidade, entrega e amor tendo os olhos sempre voltados para o céu!

Por Eloísa Vasconselos de França, coordenadora diocesana da Renovação Carismática Católica de Janaúba